Como identificar os sinais de que meu filho precisa de psicoterapia?

Pensei em reunir nesse post os comportamentos que podem indicar que a criança esta sofrendo ou que existe um impedimento no seu desenvolvimento.  Esses são alguns sinais de que a criança (e seus pais!!) pode se beneficiar da psicoterapia tanto para retomar seu bem estar, como para retomar seu desenvolvimento de maneira saudável.  
Dividi o post em duas partes para não ficar longo demais. Nos próximos dias, vou colocar outros comportamentos que podem ser entendidos como um pedido de ajuda que a criança faz, ou situações nas quais a criança pode se beneficiar da psicoterapia: dificuldade de aprendizagem, dificuldade de relacionamento e apoio diante de situações difíceis que a criança enfrenta na vida.
Nesse post, vou explicar porque os pais precisam ficar atentos ao medo em excesso, ansiedade e doenças psicossomáticas.

Medo em excesso

Algumas crianças parecem muito seguras no dia a dia e até mesmo mais maduras do que se esperaria da sua idade, mas expressam um medo exagerado diante de um animal, como um cachorro, por exemplo, ou uma pessoa ou situação especifica. Nessas situações, é provável que a criança encontre na fobia uma válvula de escape. Por algum motivo, algumas crianças abafam seus sentimentos no dia a dia e o contato com o animal, por exemplo, representa a possibilidade de externar seus sentimentos. A psicoterapia pode ajudar os pais a entenderem porque a criança precisa assumir essa postura de maturidade para que eles a ajudem a voltar a ocupar seu lugar de criança. Além de ajudar a criança a entre em contato com suas emoções e abrir mão da necessidade de abafá-las.

O medo também é bastante comum nos casos de angustia de separação. Essa angustia é experimentada pelas crianças que não conseguem ficar sozinhas, ou se separar da mãe ou da pessoa que cuida delas. É bem comum que esse medo apareça quando a criança começa a ir para a escola e precisa ficar separada da mãe por um período de tempo maior, mas pode surgir também em outras situações. Quando isso acontece e a criança se recusa a ir para a escola, a psicoterapia pode ajudar os pais a entenderem o que no dia a dia pode provocar insegurança e preocupação na criança para que eles possam fazer as mudanças necessárias. Além de ajudar a criança a experimentar a confiança na relação com o terapeuta e com seus pais para que assimile essa sensação.
Algumas crianças podem expressar o medo de se apresentar em publico ou de se relacionar com outras crianças por meio de uma sensação de timidez. Muitas vezes, a timidez pode estar relacionada com o medo que a criança sente de errar. A maneira de colocar limites e lidar com a desobediência da criança é um desafio para todos os pais. Quando o filho é mais sensível, ou quando os pais tendem a reagir de maneira desproporcional, castigando a criança de maneira severa demais, ou deixam de falar com ela por um período de tempo prolongado, é possível que a criança desenvolva uma autocritica que impede seu comportamento espontâneo. Nesses casos, a orientação com os pais pode ajuda-lo a se sentirem mais seguros sobre a forma de colocar limites e a relação terapêutica com a criança pode ajuda-la a resgatar sua espontaneidade.
Ansiedade

Muitas crianças expressam a ansiedade que sentem de maneira bem clara. São crianças agitadas, que não conseguem concluir uma brincadeira ou atividade, pois se distraem com facilidade. Essas crianças precisam de ajuda porque esse comportamento limita as suas experiências e a possibilidade delas aprenderem e se desenvolver na interação com as outras pessoas. A psicoterapia pode ajudar oferecendo os cuidados que ajudam a criança a entrar em contato com o ritmo do próprio corpo e com suas próprias emoções. Além de orientar os pais sobre como eles próprios também podem oferecer esses cuidados para seus filhos.
Também é comum que algumas crianças desenvolvam alguns comportamentos que as ajudam a lidar com a ansiedade que sentem. São comportamentos repetitivos como roer as unhas, ou mexer de maneira recorrente em uma parte do corpo. Esses comportamentos podem aclamar momentaneamente a criança e podem se tornar comportamentos obsessivos. Por isso, é importante entender e cuidar do que esta provocando ansiedade na criança para que ela possa abrir mão desses comportamentos e se sentir mais tranquila.

Doenças psicossomáticas
Algumas crianças quando se sentem constantemente preocupadas e ansiosas com os acontecimentos ao seu redor por não terem desenvolvido recursos para verbalizar o que sentem e não sabem como buscar ajuda para o que estão percebendo permanecem em contato com as suas preocupações. Essas preocupações podem submeter o organismo da criança aos efeitos fisiológicos do estresse. Ou seja, seu sistema imunológico, endócrino, respiratório podem ser afetados e desequilibrar seu organismo do ponto de vista fisiológico. Por isso, crianças que adoecem de maneira, precisam de atenção e cuidado para que se entenda o que no seu dia a dia vem lhes causando preocupação e quais mudanças podem ser feitas para que elas deixem de sofrer com os efeitos do estresse.


  1. Anônimo Em 26/01/2015

    tenho um filho de 4 anos e ele come muito as unhas o que devo fazer


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  2. Anônimo Em 27/01/2015

    gostaria de saber como resolver o problema de um garoto que já fez 9 anos e ainda tem medo de dormir sozinho. É filho de pais separados


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  3. carla poppa Em 02/02/2015

    Ola!! Para te dar uma orientação eu precisaria entender se esse é apenas um habito do seu filho ou se é um comportamento que lhe ajuda a lidar com a ansiedade. Se for algo que ele faz quando esta entediado, por exemplo, é possível ajudá-lo a desviar a sua atenção das unhas para uma brincadeira. Porém, esse habito de roer as unhas também pode ser uma forma que ele encontrou para lidar com a ansiedade. Nesse caso, seria preciso entender o que ele esta sentindo. Tente conversar com ele, pense em como os acontecimentos do dia a dia podem fazer com que ele se sinta e coloque -se no lugar dele. Quanto mais ele se sentir compreendido é possível que a ansiedade diminua e ele possa abrir mao desse habito… Espero ter ajudado! um abraço, Carla


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  4. carla poppa Em 02/02/2015

    Ola! Para te ajudar eu precisaria entender melhor o que aconteceu ao longo da sua vida e da vida do seu filho para entender que sentimento esta de fundo na relação de vocês e que pode influenciar nessa dificuldade que seu filho apresenta de ter uma maior autonomia. A psicoterapia pode ser uma alternativa para identificar esses sentimentos e desenvolver outras maneiras de se relacionar, o que pode ser muito positivo para o crescimento e a conquista de autonomia do seu filho! um abraço, Carla


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